Nível de emprego da indústria paulista cresce em 21 setores

SÃO PAULO, 16 de junho de 2010 - O desempenho positivo do nível de emprego na indústria paulista foi bastante uniforme, já que de 22 setores pesquisados, 21 registraram crescimento. A afirmação foi feita pelo diretor adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Walter Sacca. Em maio, o setor industrial abriu 16,5 mil postos de trabalho, um crescimento de 0,67% em relação ao mês de abril, segundo dados divulgados hoje (16) pela Fiesp.

"Este mês consolida o terceiro mês com média de 20 setores crescendo, coisa que nunca houve desde o início da série. O que nos permite afirmar que haverá uma continuidade deste crescimento do emprego e da atividade industrial nos próximos meses deste ano", disse.

Segundo a Pesquisa de Nível de Emprego feita pela Fiesp, entre dezembro e maio foram criadas 139 mil vagas, um aumento de 5,95%. Na comparação com maio de 2009, o crescimento foi de 2,73%. "Estimamos que vamos chegar no final do ano com 5,6% do crescimento do nível de emprego sobre o ano passado".

Ele ressaltou que, mesmo com o crescimento no final do ano, não será possível repor todos os empregos perdidos desde setembro de 2008. "Estamos hoje com 160 mil abaixo e devemos chegar ao fim do ano com crescimento da ordem de 120 a 130 mil empregos. Faltarão 35 mil para repor tudo o que foi perdido, o que deve ser atingido lá para março do ano que vem".

Na avaliação de Sacca, a retomada da indústria tem sido bastante forte, com crescimento de dois dígitos, o que não costuma ser habitual. "Também estamos comparando com período em que houve a maior queda, de dois dígitos, que também não é habitual, mas está retomando bastante bem, com nível de produtividade maior". Entre os setores que apresentaram crescimento em maio estão os de bebidas (2,3%), fabricação de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (2,2%), equipamentos de informática, eletrônicos e óticos (1,7%). O setor que não cresceu foi o de equipamentos de transporte exceto veículos automotores (-0,1%). As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)