Minoritários da BrT vetam troca de ações com a Oi

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Os acionistas minoritários da Brasil Telecom (BrT) rejeitaram quarta-feira os novos termos propostos pela Oi para a troca de ações entre as empresas, em assembléia geral extraordinária realizada em Brasília. A ação é referente à última etapa da simplificação societária após a compra do controle da Brasil Telecom pela Oi, que previa a incorporação da BrT pela Telemar Norte Leste (do Grupo Oi). Com a decisão, o processo de reorganização, iniciado em abril de 2008, está suspenso por tempo indeterminado.

Tendo em vista a rejeição das novas relações de substituição, as companhias informam que a simplificação societária está suspensa por prazo indeterminado , declararam as empresas em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A proposta da Oi previa 0,3955 ação ordinária da Telemar para cada ação ordinária da BrT, e 0,2191 ação preferencial classe C da Telemar para cada ação preferencial da BrT. Segundo um acionista, não havia dúvida de que a proposta era injusta. Ficou explícito que estávamos sendo espoliados. A troca era totalmente desfavorável para a BrT , disse. Os minoritários detêm 50,7% do capital total da BrT, e 76% deles votaram contra.

Com o surgimento de contingências judiciais imprevistas na BrT, em janeiro deste ano, as duas companhias concordaram em rever a relação de substituição de ações no processo. Depois de uma auditoria, os valores relativos a essas contingências quase dobraram, para R$ 2,5 bilhões. Na ocasião, as empresas informaram que iriam revisar a troca. Em março, a Oi propôs a nova relação de substituição que foi rejeitada quarta-feira na assembleia da BrT.

Segundo a Oi, em comunicado à imprensa, essa decisão não tem impacto na integração operacional das duas companhias, que permanecem sob gestão única e integrada. As sinergias previstas com a aquisição da BrT continuam sendo captadas.