Em dia volátil, Ibovespa sobe 0,48% puxado por Petrobras

SÃO PAULO, 16 de junho de 2010 - Apesar da cautela observada no início dos negócios por conta de notícias ruins, a BM&FBovespa firmou tendência positiva nesta tarde e finalizou no azul. Ao final do pregão, o Ibovespa cresceu 0,48%, aos 64.750 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 9,795 bilhões.

Segundo Roberto Kropp, diretor do Daycoval Asset, a volatilidade durante o dia refletiu alguns indicadores econômicos negativos nos Estados Unidos. O mercado reagiu negativamente ao índice que avalia a construção de casas no país. O índice caiu 10% em maio deste ano, e o número de licenças para construção de casas recuou 5,9% no período contra o mês anterior.

Entretanto, "os investidores começaram a digerir a melhora da produção industrial norte-americana, já que veio melhor do que o esperado, puxando o desempenho positivo das bolsas dos EUA, durante a tarde, e por consequência daqui". A produção industrial subiu 1,2% em maio deste ano, frente ao mês anterior. A utilização da capacidade instalada da indústria cresceu para 74,7% em maio de 2010.

Ainda na cena externa, pela manhã, pesou sobre os negócios os rumores de que a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) preparam um plano de resgate para a Espanha de ? 250 bilhões. As autoridades negaram a informação.

Internamente, destaque para as ações preferenciais da Petrobras, que acabaram com valorização de 2,24%. Segundo analistas do mercado financeiro, o comportamento pode estar relacionado com a proximidade da definição da oferta da companhia. Já as ações preferenciais da Vale finalizaram em baixa de 0,94%.

Os papéis do setor bancário também tiveram participação importante para a alta dia, o que para Kropp, não teve motivo aparente para o desempenho. Os do Itaú Unibanco (PN) subiram 0,31% e do Bradesco (PN) ganharam 0,98%.

Dentre as maiores quedas do dia ficaram as ações da Telemar Norte Leste Participações (PN), com recuo de 4,56%. A companhia informou hoje que os acionistas minoritários titulares de ações ordinárias e preferenciais da Brasil Telecom (BRT) não aprovaram a proposta de novas relações indiretas de substituição entre ações da BRT e da TMAR.

(Déborah Costa - Agência IN)