Dólar recua, apesar de agenda cheia

SÃO PAULO, 16 de junho de 2010 - A agenda internacional se mantém no foco dos investidores, em meio à divulgação de números decepcionantes. A expectativa cada vez crescente de que a Espanha recorra a um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), apesar das negativas oficiais sobre o assunto, também influencia os negócios. Após oscilar entre a mínima de R$ 1,786 e a máxima de R$ 1,80, o dólar fechou a primeira etapa do dia em baixa de 0,17%, vendido a R$ 1,787. O euro, após arrancada de ontem, voltava para a faixa de US$ 1,22.

Na agenda dos EUA, a construção de residências registrou decréscimo de 10% em maio deste ano, em relação ao mês anterior. A taxa anual foi de 593 frente as 659 mil construções em abril (dado revisado). A produção industrial subiu 1,2% no mês passado em relação a abril, enquanto na variação anual, a taxa avançou foi de 7,6%. Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI) recuou 0,3% em maio, ante baixa de 0,1% um mês antes.

Na zona do euro, a inflação ao consumidor registrou variação positiva de 1,6% em maio, frente ao avanço de 1,5% em abril. No Reino Unido, o número de desempregados recuou 2,472 milhões de pessoas entre fevereiro e abril de 2010. Por sua vez, o número de pessoas atrás de emprego caiu 30,9 milhões no trimestre analisado - mais do que os 20 milhões estimados.

Internamente, os investidores operam na expectativa de fluxos consistentes de capital estrangeiro para o Brasil. Neste cenário, o Banco do Brasil (BB) é um dos destaques, com lançamento de ações programado para o curto prazo, e que deve atingir a casa dos bilhões de reais. Historicamente, os IPOs de empresas brasileiras têm atraído forte participação de capital externo.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)