Sob sanções da ONU, Irã anuncia manutenção do programa nuclear

SÃO PAULO, 15 de junho de 2010 - Sob sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou hoje que manterá o programa de desenvolvimento nuclear. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ramin Mehman-Parast, disse que, apesar de todas as pressões, as atividades pacíficas do programa vão continuar, de acordo com as regras estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

As informações são da agência oficial de notícias do Irã, a Irna. "Apesar de todas as pressões ilógicas e insensatas exercidas pelo Ocidente e pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, a República Islâmica do Irã irá enfatizar o direito inalienável, que é a força da energia nuclear para fins pacíficos", disse Parast.

Segundo o porta-voz, o desenvolvimento nuclear coopera também com o aprimoramento de outras áreas, como os setores industrial, agrícola, medicinais e da própria energia. Parast reiterou que o Irã vai "cumprir as exigências" estabelecidas pela Aiea.

Para o governo iraniano, o acordo nuclear, fechado no mês passado com o apoio do Brasil e da Turquia, não tem relação alguma com a manutenção do programa nuclear para fins pacíficos. Pelo acordo, o Irã deve enviar 1,2 mil quilos de urânio levemente enriquecido (a 3,5%) para a Turquia. Em contrapartida, no período de até um ano, receberá 120 quilos de urânio enriquecido a 20%.

No entanto, uma campanha internacional liderada pelos Estados Unidos foi vitoriosa. Para os norte-americanos, franceses, ingleses, chineses e russos, o programa nuclear iraniano esconde a produção de armas atômicas. Ahmadinejad nega as suspeitas. Segundo o presidente do Irã, o programa tem fins exclusivamente pacíficos.

Na última quarta-feira (9), o Conselho de Segurança da ONU aprovou, por 12 votos favoráveis, uma série de sanções ao Irã. Apenas o Brasil e a Turquia foram contrários às medidas. O Líbano se absteve. As informações são da Agência Brasil

(Redação - Agência IN)