Renda fixa fecha com poucos negócios e taxas dos DIs em alta

SÃO PAULO, 15 de junho de 2010 - Hoje as atenções dos agentes financeiros ficaram voltadas para o maior evento esportivo, a Copa do Mundo, em especial, o jogo do Brasil contra a Coreia do Sul. Em razão do jogo, muitas empresas e instituições financeiras encerraram os negócios mais cedo e isso contribuiu para um volume menor de transações na BM&FBovespa.

Na BM&FBovespa, as projeções dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam sinalizando avanço. O DI de janeiro de 2011, o mais líquido, teve 290,9 mil contratos fechados e giro de R$ 27,4 bilhões. A taxa de juro anual fechou a 11,23%, ante 11,16% do ajuste anterior.

No segmento de renda fixa, o volume de negócios deve continuar fraco, pelo menos até quinta-feira, quando será divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O investidor quer interpretar o documento para tentar antecipar quais podem ser as futuras decisões da autoridade monetária.

O jogo não tirou o foco da cena externa. Ao contrário do esperado por parte dos economistas, o mercado ignorou dados ruins vindos da Europa, que seguiram deixando de lado a aversão ao risco, com as principais bolsas mundiais registrando ganhos.

Na agenda externa, a atividade industrial no estado de Nova York subiu para 19,6 pontos em junho, ante 19,1 pontos apurados em maio. Os preços dos importados recuaram 0,6% em maio, enquanto dos exportados cresceram 0,7% na mesma base de comparação. Ainda por lá, foi divulgado que o fluxo de capital estrangeiro nos EUA ficou positivo em US$ 15 bilhões em abril.

No velho continente, a taxa de desemprego na zona do euro manteve-se estável no primeiro trimestre. Já na União Europeia, a taxa registrou recuo de 0,2%. Na Alemanha, a confiança do investidor registrou a segunda queda consecutiva em junho, passando de 45,8 pontos em maio para 28,7 pontos.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)