Petroleiras atacam BP no Congresso dos EUA por maré negra

SÃO PAULO, 15 de junho de 2010 - As principais rivais da British Petroleum (BP), que operava a plataforma que provocou o derramamento de petróleo no Golfo do México, disseram nesta terça-feira, no Congresso norte-americano, que a catástrofe poderia ter sido evitada caso a petroleira tivesse seguido as normas de segurança da indústria.

"Acredito que a investigação independente mostrará que esta tragédia poderia ter sido evitada", disse o diretor-executivo da Chevron, John Watson, ante o Comitê de Energia e Comércio da Câmara de Representantes.

A explosão e o posterior naufrágio em abril da plataforma Deepwater Horizon "reforça tragicamente a ideia de que todas as companhias (petroleiras) devem operar com os mesmos altos padrões de segurança e responsabilidade. Está claro que falhar nisto traz consequências nefastas", prosseguiu Watson.

Além do diretor da Chevron, também estavam presentes altos executivos de titãs da indústria petroleira como ExxonMobil, ConocoPhillips e Shell, assim como o diretor da BP para os Estados Unidos, Lamar McKay.

McKay evitou na audiência comprometer-se a criar um fundo administrado por terceiros para pagar os prejuízos da fuga de petróleo, como pede o governo de Barack Obama, que na quarta-feira se reunirá na Casa Branca com o presidente da BP, Carl-Henric Svanberg.

Na audiência, os rivais da BP tentaram se distanciar da pior catástrofe ambiental da história norte-americana. "É crucial um estudo de especialistas, imparcial e amplo para entender o que aconteceu, porque este incidente representa um dramático desvio da normativa da indústria da exploração em águas profundas", disse o diretor da ExxonMobil, Rex Tillerson.

Os membros da comissão parlamentar tentam estabelecer as razões que conduziram à catástrofe que matou 11 pessoas e provocou uma extensa maré negra, que afeta o meio ambiente e desfere um golpe potencialmente devastador para o turismo e a indústria pesqueira.

(Redação com AFP - Agência IN)