Mantega descarta alta das taxas de juros do BNDES

SÃO PAULO, 15 de junho de 2010 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou a alta nos juros das linhas de financiamento do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como mais uma medida para manter o crescimento da economia de forma sustentável.

Criado em junho do ano passado, o programa tem como objetivo estimular a antecipação de investimentos por parte das empresas em máquinas e equipamentos. Mantega lembrou que já estava planejado um pequeno aumento de um ponto percentual a partir de julho nas linhas do PSI, que tem, por exemplo, taxas de 4,5% ao ano para máquinas agrícolas novas.

Mantega não descartou, porém, que o BNDES possa fazer ajustes nas taxas, mas sem relação com as medidas adotadas pelo governo para desaquecer a economia, como o corte de R$ 10 bilhões no Orçamento da União. "O que Governo Central [Banco Central, Previdência e Tesouro Nacional] planejava já foi anunciado. Agora, o BNDES deve fazer as contas e ver a disponibilidade de recursos. Aí ele pode fazer alguma alteração nas linhas e nas taxas de juros", disse.

O ministro lembrou que o BNDES tem autonomia para decidir as taxas de juros nos financiamentos oferecidos pelo banco. Disse ainda que é contra a elevação da taxa de juros de longo prazo (TJLP), usada nos financiamentos do BNDES ao setor produtivo. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)