Consciência ecológica amplia uso de madeira sustentável

SÃO PAULO, 15 de junho de 2010 - A indústria da construção civil e a produção de móveis vem se adequando ao novo perfil do consumidor, mais ligado às relações de ecologia e meio ambiente. Neste aspecto observa-se que a oferta de madeira de florestas tropicais, especialmente da Amazônia, vem sofrendo forte declínio nos últimos tempos, justamente pelo fato de não ser vista como uma matéria prima sustentável, e seu consumo contribuir para aumentar a devastação da floresta.

Em outros países, especialmente na Europa, este grau de conscientização é maior, e isso limita produtos brasileiros destinados à exportação que não observam estes aspectos.

A opção que muitas indústrias estão encontrando é o uso de madeiras duras provenientes dos Estados Unidos, como carvalho, nogueira, e outras.

A indústria estadounidense de produtos de madeira se caracteriza por sua eficiência, sendo eficaz na hora de minimizar a geração de desperdício. Durante os últimos 50 anos, os Estados Unidos já aumentou em 39% a quantidade de madeira produzidos por cada m3 de madeira utilizada, de acordo com divulgação da AHEC. A aplicação das regras internacionalmente reconhecidas da entidade NHLA para a classificação de madeira serrada por qualidade, desenvolvidas há mais de 100 anos, tem realizado uma contribuição vital para minimizar o desperdício do setor de madeira dos Estados Unidos.

Outro aspecto que se diferencia da oferta de madeiras tropicais, especialmente na Amazônia, é que nos Estados Unidos a oferta de madeira provém de pequenos proprietários que já criaram uma gestão de longo prazo no uso de suas florestas para produção de madeira sustentável, conseguido fundamentalmente pelo aproveitamento de baixa intensidade seguidos de uma regeneração natural. Além de proporcionar benefícios econômicos e sociais, este tipo de gestão contribui para a proteção da água e do solo, e a conservação da biodiversidade.

(Redação - Agência IN)