IBGE: alta do custo da construção civil quadruplica em maio

Portal Terra

DA REDAÇÃO - O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), que calcula a variação dos custos de materiais e salários no setor, teve alta de 1,61% em maio ante o mês anterior, crescendo a uma taxa quatro vezes maior que abril (0,37%), de acordo com dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira.

No acumulado do ano, o nível de crescimento do índice também mostrou elevação frente o ano passado: 3,64% em 2010, contra 3,31% em 2009. Nos últimos doze meses, a taxa de variação foi de 6,19%, acima dos 5,86% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que no mês de abril havia sido R$ 730,66, em maio passou para R$742,44, sendo R$ 420,37 relativos aos materiais e R$ 322,07 à mão-de-obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,41%, inferior à taxa de abril (0,45%), enquanto a mão-de-obra avançou 2,95 pontos percentuais, passando de 0,27% (abril) para 3,22% (maio).

No ano, os materiais subiram 1,87%, abaixo dos 2,12% em igual período do ano passado, e a mão-de-obra subiu 6,05%, acima da taxa registrada em 2009 (4,98%). Nos últimos doze meses, os acumulados foram: 4,04% (materiais) e 9,13% (mão-de-obra).

Regiões

Pressionado fortemente pelo resultado de São Paulo, no Sudeste foi verificada a maior taxa regional no mês (2,34%), enquanto o Norte apresentou o menor resultado (0,40%).

Os acumulados mais elevados no ano e nos últimos doze meses foram registrados no Centro-Oeste (4,67% e 7,88%, respectivamente). Os resultados mais baixos, nestes períodos, foram na região Sul (2,15% e 5,59% respectivamente).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 787,56 (Sudeste); R$ 743,87 (Norte); R$ 717,59 (Sul); R$ 716,63 (Centro-Oeste) e R$ 696,77 (Nordeste).

Devido aos reajustes salariais decorrentes do acordo coletivo, Goiás apresentou, em maio, o maior aumento no custo de construção (4,44%), seguido de perto por Santa Catarina (4,23%).

Pelo mesmo motivo, devem ser relacionados também: São Paulo (3,59%), Ceará (3,55%), Sergipe (2,81%) e Distrito Federal (2,66%). As menores taxas mensais foram registradas por Maranhão (0,04%) e Roraima (0,07%). Roraima (0,51%), Pernambuco (0,59%), Paraná (0,61%) e Mato Grosso (0,91%) apresentaram os menores acumulados, no ano.