Economista entende que aumento da Selic deveria ter sido maior

SÃO PAULO, 9 de junho de 2010 - Para Celso Grisi, economista da Fundação Instituto de Administração (FIA), o Banco Central (BC) perdeu oportunidade de dar resposta mais contundente ao mercado ao aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual (p.p.) para 10,25% ao ano, por unanimidade.

"Entendo que uma elevação de 1 p.p. seria mais adequada. A economia passou por uma ativação muito forte e uma resposta mais dura deixaria o mercado mais tranquilo e arrefeceria com maior rigor as pressões inflacionárias. O aumento de hoje terá validade se for acompanhando de outras medidas", explicou.

Grisi entende que o governo deve atacar em outras frentes para restringir o crédito. "Medidas para a contenção do financiamento imobiliário, que vive uma bolha de supervalorização e também a restrição ao crédito para outros bens devem ser consideradas", ponderou.

O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou no comunicado que o aumento ocorreu para ajustar as condições monetárias da economia brasileira. Na visão de Grisi, a próxima reunião deve ter novo aumento, mas que deve ser menor, de 0,5 p.p.

(Humberto Domiciano - Agência IN)