Recuperação do Dow Jones puxa Ibovespa para cima

são paulo, 8 de junho de 2010 - Após operar volátil durante o pregão, acompanhando o ambiente externo, o Índice Bovespa firmou tendência no fim do dia e acabou com valorização de 1,10%, aos 61.855 pontos. O giro financeiro da bolsa terminou em R$ 4,937 bilhões. O comportamento foi ancorado pelas blue chips.

Na sessão vale destacar o movimento positivo das ações preferenciais da Vale e da Petrobras, que após o rali recente, encerraram na mesma direção, com avanço de 1,07% e 0,47%, respectivamente. Além destas, os papéis do setor bancário também ajudaram o índice a finalizar no azul. As ações do Itaú Unibanco (PN) subiram 1,80%, enquanto que da Itaúsa (PN) cresceram 3,47%.

Na pauta econômica brasileira é importante mencionar que o Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 2,7% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2009, e na variação anual avançou 9%. Para amanhã, os investidores aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), cuja expectativa é de elevação de 0,75 ponto percentual (p.p.).

Para Hamilton Moreira Alves, analista financeiro do Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB-BI), se o Banco Central (BC) ampliar a taxa em 0,75 p.p., "como a bolsa está muito baixa ela subirá em seguida, uma vez que era uma coisa que o mercado já esperava".

O analista afirmou ainda que o comportamento de hoje do Ibovespa refletiu a melhora do comportamento do índice Dow Jones, que encerrou em alta de 1,26%. "A volatilidade foi grande devido à recessão na Europa, agora contando com a recomendação de que o Reino Unido corte os gastos públicos, feita pela Fitch, além da aprovação do pacote na Alemanha e as preocupações em torno da operação da British Petroleum de conter o vazamento de petróleo", acrescentou Alves.

Nos Estados Unidos, na ausência de indicadores econômicos de peso, o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ajudou as bolsas. O executivo afirmou que a recuperação econômica do país está tomando força e que considera acertada as medidas tomadas pelos líderes europeus.

(Déborah Costa - Agência IN)