Investidor reduz negócios por Copom e taxas sobem

SÃO PAULO, 8 de junho de 2010 - A terça-feira está sendo de poucos negócios no segmento de renda fixa diante da expectativa dos investidores em relação ao rumo dos juros no Brasil. Na BM&FBovespa os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apontam avanço. Há pouco, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2011 apontava juro de 10,98%, contra 10,96% do ajuste anterior. Janeiro de 2013 projetava taxa anual de 12%, ante 11,97% da véspera.

Os diretores do Banco Central (BC) estarão reunidos entre hoje e amanhã para analisar o cenário macroeconômico e internacional e definir o rumo dos juros básicos. A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa Selic passe dos atuais 9,50% para 10,25% ao ano, ou seja, uma elevação de 0,75 ponto percentual.

Na agenda do dia os agentes financeiros puderam acompanhar o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) que registrou variação de 0,21% na primeira medição de junho, a mesma taxa da apuração anterior. Na sequência o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou expansão de 2,7% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2009.

Novos dados sobre a produção da indústria automobilística brasileira também foram divulgados. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a produção nacional de veículos apresentou expansão de 6,6% em maio deste ano, na comparação com o mês anterior, somando 309,6 mil unidades.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o nível de emprego industrial, por sua vez, subiu 0,1% na passagem do terceiro para o quarto mês deste ano, pelo critério dessazonalizado.

Avaliando os novos dados econômicos percebe-se que a economia brasileira está em bom momento. André Perfeito, economista da Gradual Investimentos comenta que a leitura preliminar do PIB aponta ótimos resultados e algumas preocupações (que no mais não são tão terríveis assim). Do lado positivo vale destacar o avanço continuado no consumo das famílias que expande 1,46% (variação trimestral dessazonalizada) agora no início de 2010.

Ainda segundo o economista, outro ótimo indicador, e muito mais relevante para mapear a tendência longa do PIB, é o avanço do investimento, da formação bruta de capital fixo, que no primeiro trimestre de 2010 avançou 7,39%. Nos trimestres anteriores também apresentou alta robusta (7,11% e 7,52% respectivamente).

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)