Instabilidade ainda domina bolsas mundiais

SÃO PAULO, 8 de junho de 2010 - A instabilidade persiste e as principais bolsas de valores do mundo operam sem definir tendência.

Nos Estados Unidos, sem indicadores de peso previstos para hoje, os índices acionários abriram a sessão com ganhos, impulsionados por comentários otimistas sobre a recuperação da economia norte-americana, feitos pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) Ben Bernanke.

Entretanto, no decorrer do dia, as pressões europeias, e temores sobre a economia da Hungria voltaram a pesar nos negócios. Vale lembrar que hoje a agência de classificação de risco Fitch alertou para o rebaixamento da nota de crédito do Reino Unido. Diante do cenário, os índices dos EUA voltaram a cair.

E na Europa, as principais bolsas fecharam a sessão em queda. No continente, hoje foi revelado que a balança comercial alemã registrou superávit de ? 13 bilhões em abril de 2010. E a produção industrial da região avançou 0,9% também em abril, ante março. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, recuou 0,81%, aos 5.028 pontos, o DAX, de Frankfurt, perdeu 0,62%, aos 5.868 pontos e o CAC-40, de Paris, caiu 0,98%, aos 3.380 pontos.

Por aqui, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 2,7% no primeiro trimestre do ano, contra os três meses imediatamente anteriores. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o dado é muito satisfatório e veio acima do previsto. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a alta é de 9%.

Hoje também foram divulgados dados sobre o setor automotivo. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de veículos no país avançou 6,6% em maio deste ano, ante o mês anterior. Já as vendas recuaram 9,6%, na mesma base de comparação.

No mercado acionário, o Ibovespa se descola do cenário externo, e opera com ganhos, apesar de tímidos, desde o início da sessão. Na renda fixa, os juros futuros se ajustam para cima. Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,98%. E no câmbio, o dólar fechou a primeira etapa dos negócios em queda, vendido a R$ 1,86.

(Redação - Agência IN)