Alta na Selic não é benéfica, mas necessária, afirma economista

SÃO PAULO, 8 de junho de 2010 - O resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que será divulgado amanhã, tem como unânime a opinião de alta em 0,75 ponto percentual (p.p.) na taxa básica de juros, atualmente em 9,50%. Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin disse que não é benéfico no ponto de vista da atividade, mas que é necessário para conter a demanda aquecida.

"O crescimento desenfreado se não for contido pode prejudicar o Brasil futuramente, assim como os consumidores finais, que podem sofrer com a inflação". No mesmo sentido, Luiz Gustavo Medina, economista da M2 Investimentos, acredita que o aumento irá acontecer diante de dados de crescimento da inflação e do Produto Interno Bruto (PIB).

"O País está crescendo mais do que podemos. A economia está muito forte e infelizmente a inflação está subindo drasticamente. O governo poderia gastar menos também, mas em relação ao Banco Central, essa é a única maneira de ajustar", destacou Medina. Para ambos os economistas, essa deverá ser a última alta do Banco Central em 0,75 p.p. e que os próximos quatro acréscimos serão de 0,50 p.p.

(Niviane Magalhães - Agência IN)