Notícias da Europa, Ásia e EUA dividem atenções

SÃO PAULO, 1 de junho de 2010 - Com os investidores divididos entre notícias preocupantes vindas da Europa e da China e dados bons nos Estados Unidos, os principais índices acionários do mundo operam sem definir tendência.

O receio de desaceleração da demanda chinesa aliado às preocupações sobre à saúde financeira de países europeus, fizeram retornar com força a aversão ao risco.

Na China, hoje foi revelado que o índice gerente de compras da indústria recuou para 52,7 pontos em maio deste ano, contra 55,2 pontos em abril. E na Europa, os agentes repercutem o alerta feito ontem pelo Banco Central Europeu (BCE), de que os bancos da zona do euro podem enfrentar ? 195 bilhões em baixas contábeis em 2010 e 2011.

Entretanto, indicadores norte-americanos levam fôlego aos mercados. No país, hoje foi revelado que os gastos no setor de construção subiram 2,7%, em abril. Esta é a maior alta desde agosto de 2000. O dado veio bem acima do esperado pelo mercado, que previa estabilidade.

No mesmo sentido, o índice que mede a atividade nas fábricas norte-americanas recuou para 59,7 pontos em maio, contra 60,4 pontos em abril. Apesar do declínio, o número veio acima do esperado e ainda indica expansão do setor, já que segue superior aos 50 pontos.

Neste ambiente, os principais índices acionários da Europa fecharam a sessão sem definir tendência. Ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, caiu 0,56%, aos 5.159 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, ganhou 0,28%, aos 5.981 pontos. O CAC-40, de Paris, por sua vez, desvalorizou 0,13%, aos 3.503 pontos. Da mesmo forma, nos Estados Unidos as bolsas operam em direções opostas.

Já por aqui, o Ibovespa opera em queda desde o início da sessão. Vale e Petrobras puxam a queda do índice. Na agenda interna, hoje foi revelado que a produção industrial recuou 0,7% em abril deste ano, ante março, após quatro altas consecutivas. E a balança comercial fechou maio com superávit de US$ 3,4 bilhões - o melhor resultado mensal no ano.

Na renda fixa, os juros futuros se ajustam para baixo, há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,45%. E no câmbio, o dólar fechou a primeira etapa dos negócios em alta, vendido a R$ 1,82.

(Redação - Agência IN)