Níveis de inadimplência vêm crescendo, alerta FGV

SÃO PAULO, 1 de junho de 2010 - Desde 2004 não havia uma queda tão forte na inadimplência da indústria. Para José Pereira da Silva, professor do Departamento de Contabilidade, Finanças e Controle da FGV-EAESP, apesar do resultado positivo, é preciso estar atento a outros indicadores econômicos.

"A análise da inadimplência tem sido objeto de acompanhamento contínuo por parte de diferentes instituições. Nas estatísticas do Banco Central, o índice de inadimplência obtido pela relação entre as operações bancárias vencidas há mais de 90 dias e o total de operações vem apresentando continuamente ligeira queda desde o início do ano, ou seja, janeiro (4,2%), fevereiro (4,2%) e março (4%). Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, eram (3,3%) em janeiro, (3,5%) em fevereiro e (3,7%) em março. Houve, portanto, de 2009 para 2010, crescimento dos níveis de inadimplência", destaca.

Ontem, a Serasa Experian divulgou que a taxa de inadimplência das empresas caiu 15,3% em abril na passagem mensal. Para os próximos meses, o professor acredita que o crescimento da economia levará algumas empresas a crescerem. "Aquelas que tiverem capacidade ociosa irão, numa primeira fase, utilizar a capacidade já instalada. Quem estiver operando acima de 80% de sua capacidade instalada, se houver mercado e crescimento de demanda vai precisar ampliar a capacidade produtiva. Não se desenvolve projetos estratégicos só com recursos próprios, ou seja, mesmo que a empresa tenha dinheiro, ela deve compor uma estrutura de capitais utilizando dívida de longo prazo para gerar o chamado efeito de alavancagem e maximizar riqueza," finaliza.

(Redação - Agência IN)