Honda propõe aumento de 24% a grevistas na China

SÃO PAULO, 1 de junho de 2010 - A montadora de automóveis japonesa Honda anunciou nesta terça-feira ter oferecido um aumento salarial de 24% aos funcionários da fábrica de peças de reposição na China, cuja greve paralisou sua produção no país.

A Honda está disposta a aumentar o salário em 366 iuanes por mês (? 44) aos funcionários de sua fábrica Honda Auto Parts Manufacturing de Foshan (província meridional de Guangdong), o que elevaria o salário a 1.910 iuanes (? 228), explicou em Tóquio, Akemi Ando, porta-voz do grupo.

"Como consequência, o trabalho foi retomado parcialmente na fábrica", declarou.

"Decidiremos hoje se podemos retomar nossas principais linhas de montagem a partir de 3 de junho", completou o porta-voz.

Essa greve interrompeu as atividades de quatro montadoras de veículos Honda, que funcionam em sociedade com empresas chinesas em Guangzhu, capital de Guangdond, e em Wuhan (província de Hubei, centro), que ficaram sem componentes.

Segundo a Honda, a maioria dos funcionários da fábrica aceitou o aumento salarial proposto, e as negociações continuarão com os que o rejeitaram.

A produção foi retomada parcialmente nesta segunda-feira em Honda Auto Parts Manufacturing, mas as empresas chinesas sócias da montadora japonesa, Guangqi Honda Automobile e Dongfeng Honda Automobile, permaneceram fechadas por falta de peças.

Em 2009, a Honda vendeu 576.223 veículos (aumento de 23% em um ano) na China, país que no ano passado tornou-se primeiro mercado mundial de automóveis, com 13,64 milhões de unidades vendidas.

(Redação com AFP - Agência IN)