Infraero deve ser repensada para melhorar setor aéreo, diz Ipea

Portal Terra

BRASÍLIA - Um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o mercado de aviação, apontou que um dos principais entraves para a solução dos gargalos nos aeroportos brasileiros é a maneira de gestão representada pela Infraero.

Segundo o levantamento "Panoramas e Perspectivas para o Transporte Aéreo no Brasil e no Mundo", "os gargalos de infraestrutura passam necessariamente pela redefinição do papel da Infraero e até de sua própria existência".

Autarquia criada em 1972 pelo Ministério da Defesa, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária centraliza a administração de 67 aeroportos e 32 terminais de logística em todo o país, o equivalente a 97% de todo o transporte de carga e de passageiros do Brasil.

Tendo em vista esses números, e considerando que "menos de um terço das unidades não são deficitárias", o relatório aponta que a incapacidade da agência em promover os investimentos necessários para a ampliação da infraestrutura dos aeroportos.

O Ipea afirma que "o mercado interno brasileiro para o transporte aéreo de passageiros deve mais do que triplicar de tamanho nos próximos 20 anos", e sugere cinco alternativas para que o país consiga melhorar a administração do setor diante da crescente demanda.

Entre elas, está a abertura do capital da Infraero (com participação majoritária do setor público, a exemplo da Petrobras); a concessão da administração dos aeroportos à iniciativa privada, com investimentos orientados pela Infraero; a realização de parcerias público-privadas para ampliação dos terminais e a concessão dos direitos de construção e administração de novos aeroportos à iniciativa privada.