Inadimplência das empresas tem maior queda desde 2004

SÃO PAULO, 31 de maio de 2010 - Após experimentar elevada inadimplência no decorrer de 2009, em razão da crise internacional e seus reflexos sobre o crédito, a inadimplência das empresas vem registrando sucessivas quedas em 2010. Na análise mensal, a inadimplência das pessoas jurídicas recuou 15,3% em abril, conforme revela o Indicador Serasa Experian. Foi a maior queda para a relação entre estes mesmos meses desde 2004, quando houve recuo de 15,1%.

Segundo os técnicos, a queda foi influenciada pelo efeito calendário (abril teve 3 dias úteis a menos que março), e pelo do fato de que as dificuldades dos negócios estão diminuindo em decorrência do mercado interno aquecido, que gera receitas suficientes para honrar os compromissos atuais e resgatar as pendências passadas.

No primeiro quadrimestre do ano, a queda na inadimplência das empresas foi de 9,% em relação a 2008, sendo também a maior queda nesta relação desde 2004/2003, quando o recuo havia sido de 17,8%.

Na comparação de abril de 2010 com abril de 2009, por sua vez, a inadimplência das empresas registrou decréscimo de 6,5%. Foi o menor percentual na comparação anual desde abril de 2004. No quarto mês daquele ano, a queda foi de 22,2% ante abril de 2003.

Cabe lembrar que 2004 foi um período favorável para a economia brasileira, ano em que o PIB cresceu 5,7%, o crédito com recursos livres para as empresas evoluiu 16,6%, com baixa inadimplência, que regrediu 19,4% sobre 2003.

Destacam-se que as comparações com 2009 confrontam duas conjunturas econômicas distintas: o atual vigoroso crecimento da economia com os primeiros sinais de saída da crise financeira, a partir do quarto mês do ano passado.

A decomposição do indicador mostra que a queda na inadimplência das empresas em abril foi puxada pelo menor volume de títulos protestados (-22,1%), que contribuiu com recuo de 8,9% na variação mensal. Os cheques devolvidos por falta de fundos (CCF), recuando 18,4% no mês de abril, deram a segunda maior contribuição, com recuo de 6,8%.

(SSB - Agência IN)