Disputa por Ptax orienta os negócios com dólar, que sobe

SÃO PAULO, 31 de maio de 2010 - Os feriados nos mercados norte-americanos e do Reino Unido reduziram o volume e a volatilidade dos negócios neste início da semana. No câmbio, porém, o dólar voltou a mostrar ganhos em meio à tradicional disputa pela formação da Ptax e a divulgação de importantes indicadores na Europa e Ásia. No fim do dia, a moeda estrangeira avançou 0,55%, a R$ 1,82 na venda.

No velho continente, o índice de confiança na economia surpreendeu negativamente ao recuar 2,2 pontos em maio, para 98,4 pontos. Ainda por lá, a inflação na zona do euro também ficou aquém das expectativas ao avançar menos que o esperado em igual período.

Na Ásia, o Produto Interno Bruto (PIB) da Índia cresceu 8,6% no primeiro trimestre, refletindo a performance do setor manufatureiro e a recuperação nas exportações agropecuárias.

Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, os próximos dias concentram uma agenda econômica carregada, com indicadores de peso nos EUA, zona do euro e China. Por aqui, o feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, requer atenção dos investidores, em virtude de possíveis ajustes intensos que ficarão para a abertura da sexta.

"A crise europeia seguirá no foco dos mercados no curto e médio prazo, dada a ausência de medidas capazes de reverter a complexa situação que envolve a região, que se encontra no dilema entre a necessidade de melhorar os resultados fiscais e, ao mesmo tempo, impedir que as economias caiam em uma nova onda recessiva", avalia Campos Neto. Na sexta, a agência Fitch rebaixou o rating da dívida da Espanha, seguindo a medida já tomada pela S&P.

Nos mercados, o comportamento de curto prazo deverá seguir volátil, em função da impossibilidade de reversão dos temores atuais. "Por outro lado, a ratificação da melhora da economia dos EUA pelos indicadores poderá consolidar o cenário mais ameno que prevaleceu na última semana, contribuindo para manter a reação dos preços dos ativos", analisa o economista.

Mantendo a rotina, o BC comprou dólares no mercado à vista.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)