Morales prega união dos países contra "anticivilização"

SÃO PAULO, 28 de maio de 2010 - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje no Rio de Janeiro, que não haverá paz enquanto não houver justiça social, respeito à vida e harmonia do homem com a terra. Ele participou da reunião de chefes de estado do 3º Fórum da Aliança das Civilizações, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras lideranças.

Morales defendeu o respeito a todas as civilizações e suas diversidades, mas, sem dar nomes, criticou o que chamou de "anticivilização, aquela que recorre a meios sutis ou não para acabar com outras civilizações, transformando os outros povos em meros consumidores".

Ele fez um mea culpa ao admitir que fez intervenções em bases militares bolivianas para acabar com as pretensões hegemônicas, mas não poupou "a anticivilização", acusando-a de não ter apego a história e à cultura.

"Esta anticivilização busca o lucro para conseguir mais lucro. Para ela, o único sagrado é o capital e ela está mercantilizando a tudo e a todos, os homens, a natureza, os desastres naturais. Tudo vira mercadoria. Mas o pior dela não são as armas letais, mas os meios de difusão que usa e que alteram nossa memória", disse Morales, em tom exaltado.

Por fim, o presidente boliviano disse que o desafio da Aliança das Civilizações é conseguir unir todos contra essa "anticivilização" que domina a todos. No final do discurso, ele foi muito aplaudido. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)