Ibovespa opera em baixa puxado por bolsas dos EUA

SÃO PAULO, 28 de maio de 2010 - A BM&FBovespa opera em baixa nesta sexta-feira, com o desempenho vinculado ao das bolsas dos Estados Unidos. Sem novidades quanto a situação europeia, a atenção dos investidores voltou-se para os indicadores da economia norte-americana. Diante disso, há pouco, o Ibovespa caía 0,39%, aos 61.850 pontos. O giro financeiro da bolsa era de R$ 3,287 bilhões.

Um ponto que pode contribuir para as perdas de hoje é o movimento de realização de lucros, motivada principalmente pela forte alta registrada na sessão de ontem e com o feriado norte-americano da próxima segunda-feira.

A agenda econômica do dia trouxe a informação de que a renda dos consumidores norte-americanos apresentou alta de 0,4% (ou US$ 54,4 bilhões) em abril ante o mesmo período do mês anterior. Já o índice que mede os gastos dos consumidores (PCE, na sigla em inglês) avançou menos de 0,1% (ou US$ 4 bilhões) no mesmo período de comparação. No mês de março, o indicador apontou elevação de 0,6%.

A atividade industrial na região de Chicago (PMI, na sigla em inglês), recuou para 59,7 pontos em maio. No mês anterior, o índice tinha registrado pontuação de 63,8 pontos.

Para Fernando Campello, assessor de investimentos da Hera Investimentos, as operações da BM&FBovespa não devem definir tendência na sessão de hoje. "Por conta dos indicadores dos Estados Unidos terem vindo diversos, o mercado dificilmente encontrará uma direção hoje", explicou.

No cenário interno, as ações das blue chips Vale (PNA) e Petrobras (PN) apresentam leves altas. As ações da mineradora tinham ganhos de 0,61%, aos R$ 42,36 e as da Petrobras avançavam 0,10%, aos R$ 27,84.

Já os papéis da TAM (PN) operavam em baixa de 1,08%, aos R$ 24,62. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings dos papéis de longo prazo em moeda local e estrangeira das Issuer Default Ratings (IDRs) da companhia de "BBB-" para "B+". As notas seniores sem garantia, no montante de US$ 300 milhões, com vencimentos em 2017 e 2020, para "B+" de "BB-".

(Humberto Domiciano - Agência IN)