Ações apresentam boas oportunidade de ganhos após quedas

SÃO PAULO, 28 de maio de 2010 - Depois de uma semana em queda, a Bolsa de Valores de São Paulo retomou os 60 mil pontos e o Ibovespa subiu 3,16%, com o volume financeiro totalizando R$ 6,66 bilhões. No ano, o principal termômetro da bolsa brasileira, as ações, acumulou na semana passada baixa de quase 13% - a terceira maior entre os principais mercados acionários do mundo.

O princípio básico da economia é comprar na baixar e vender na alta. Portanto, investidores atentos e com sangue frio podem fazer bons investimentos a média prazo.

Para Júlio Mora, operador sênior da TOV Corretora, o principal motivo da queda é a insegurança dos investidores quanto à situação européia. "O investidor está preocupado com a tensão na crise da Grécia e da Europa que ainda predomina nos mercados", diz. Segundo ele, não é possível saber exatamente quando a queda chegará ao fundo do poço e a Bolsa começará a reagir. "Não é possível dizer qual é a mínima que a bolsa pode chegar, porém, hoje já temos uma alta no setor de construção civil, o que pode significar uma reação no mercado financeiro", informa.

O setor de construção civil também se recuperou no índice da Bovespa, pois as seis maiores altas do Ibovespa foram de papéis do setor. Os títulos ON da Gafisa tiveram um salto de 7,21%, enquanto a MRV subiu 7,68%, seguida da Cyrela, com 5,93%.

Olhando para um aspecto positivo, esse momento de queda na Bolsa é uma ótima oportunidade para comprar papéis que caíram muito, como os do setor bancários, que ficaram entre os destaques negativos dessa semana. O Itaú Unibanco que caiu 2,46%, a R$ 32,11, o Bradesco PN caiu 3,98% a R$ 28,70 e também os papéis da Petrobras PN, que apresentaram desvalorização de 2,29%, a R$ 27,81.

"Certamente, quem aproveitar essas quedas exageradas e assumir um risco, mas com cautela e humildade, comprando com fundamento e um pouco aqui e pouco ali, fará ótimos negócios", finaliza Mora.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)