ICE fica estável em 5,6 pontos entre janeiro a abril

SÃO PAULO, 19 de maio de 2010 - O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina - elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV - ficou estável, em 5,6 pontos, entre janeiro e abril de 2010. A evolução resulta da combinação de elevação do Índice da Situação Atual (ISA), de 4,0 pontos para 4,7 pontos, e de queda do Índice de Expectativas (IE), de 7,1 para 6,4 pontos. Com isso, a região permanece na fase de recuperação no relógio do ciclo econômico.

O ICE do mundo elevou-se de 5,5 para 5,8 pontos. Da mesma forma que na América Latina, houve melhora na avaliação da situação atual (de 3,6 para 4,3 pontos) e pequena piora nas expectativas (7,4 para 7,2 pontos). A crise da Grécia e as incertezas quanto ao efeito contágio para outros países da zona do euro deve ter influenciado a formação de expectativas menos favoráveis.

A melhora na avaliação da situação atual compensou a piora das expectativas nos principais países desenvolvidos. Na União Européia, o ICE passou de 5,0 para 5,1 pontos. O ISA cresceu de 2,6 para 2,9 pontos e o IE caiu somente de 7,3 para 7,2 pontos.

Na zona do euro, a queda nas expectativas foi também pequena de 7,2 para 7,1 pontos. Nos Estados Unidos, o mesmo comportamento se repetiu - aumento de 2,5 para 3,4 pontos no ISA e pequena queda no IE de 7,7 para 7,5. Isto mostra que, tanto os Estados Unidos como os países da União Européia estão em fase de recuperação. Deve ser ressaltado, porém, que a sondagem foi realizada antes do agravamento da situação grega e seus reflexos nos mercados financeiros mundiais e do anúncio do pacote de auxílio à Grécia.

As previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mostram que os especialistas esperam um melhor desempenho da economia dos Estados Unidos - 2,7% - em relação à União Européia (1,3%). A mesma previsão de 1,3% foi estimada para o Japão.

Todos os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), exceto a Rússia, continuam na fase de "boom" associada a um ISA e um IE favoráveis. A Índia desponta com o mais elevado ICE - 8,2 pontos - resultado de uma melhora significativa do ISA (de 6,3 para 8,3 pontos) e do IE (de 7,3 para 8,1 pontos) entre janeiro e abril. Brasil e China experimentaram queda do ICE. Em ambos os casos, a piora foi devida ao resultado do IE, que cai na China de 7,4 para 6,5 pontos e no Brasil de 7,8 para 6,4 pontos. A Rússia, embora ainda na fase de recuperação, melhorou o seu ICE.

A pesquisa especial realizada duas vezes ao ano sobre os principais problemas econômicos enfrentados pelos países mostrou que o tema do déficit público é a maior preocupação dos países desenvolvidos. Na China, a questão destacada foi a inflação. Na América Latina, falta de competitividade, seguido de desemprego foram os problemas ressaltados.

Os especialistas estimaram um crescimento de 2,7% para o mundo e uma taxa de inflação de 3,1% para o ano de 2010. O crescimento da América Latina foi previsto em 3,4% e a taxa de inflação em 8,9%.

(Redação - Agência IN)