Fusões e aquisições crescem 8,1% no 1º trimestre, para R$ 25,3 bi

SÃO PAULO, 19 de maio de 2010 - O mercado de Fusões, Aquisições, OPAs (Oferta Pública de Aquisição de Ações) e Reestruturações Societárias movimentou R$ 25,3 bilhões no primeiro trimestre de 2010, um crescimento de 8,1% sobre igual período do ano anterior, de acordo com o Ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)

No período, foram registrados 19 negócios, comparados às 22 operações do mesmo período de 2009. Os negócios efetivamente encerrados entre janeiro e março de 2010 somaram R$ 3,1 bilhões, num total de quatro operações.

Em 2010, as operações de grande porte são destaque. As transações anunciadas com valor superior a R$ 1 bilhão representaram 42,1% do total, enquanto no mesmo período de 2009 a participação de grandes transações no volume total foi de 27,3%.

O percentual apurado no primeiro trimestre de 2010 para esse tipo de operação é também superior aos anos fechados da série apresentada. A maior operação registrada no primeiro trimestre, no valor de R$ 7,0 bilhões, foi a aquisição de 100% da Bunge Part. Invest. pela Vale. "No primeiro trimestre de 2010 foram anunciadas grandes transações cujas negociações foram iniciadas ou retomadas dado o vigor da economia brasileira a partir do segundo semestre de 2009", explica Bruno Amaral, coordenador da Subcomissão de Fusões e Aquisições da Anbima.

Desde 2009, cresce a participação de empresas brasileiras como compradoras, tendência que vem se acentuando ao longo dos anos. No primeiro trimestre deste ano, elas responderam por 86,2% do volume das aquisições.

Companhias nacionais anunciaram compra de seis empresas estrangeiras, num total de R$ 11,2 bilhões ou 44,2% do montante apurado no trimestre. Destacam-se as empresas de origem européia, que representaram 83% dessa segmentação. No mesmo período de 2009, empresas americanas (57,7% das operações) e asiáticas (40,9%) foram as mais adquiridas por empresas brasileiras.

Também foi detectado um forte movimento de aquisições entre empresas brasileiras, somando R$ 10,6 bilhões em 11 transações. "Esses dados demonstram que as empresas brasileiras emergiram fortes da crise internacional, em condições de se concentrar e apostar em oportunidades de crescimento, ao invés de adotar uma postura mais defensiva como em crises anteriores", afirma Amaral.

Setorialmente, Química e Petroquímica registrou o maior volume anunciado em 2010, de 34,7%, seguido por Empreendimentos e Participações, com 27,8% e Agronegócio, com 19%. O destaque de 2009 havia sido o setor de Alimentos e Bebidas. Como exemplo nesse primeiro trimestre, a consolidação do setor de Química e Petroquímica com a aquisição das participações da Unipar detidas na Quattor, Poliputenos e Unipar Comercial pela Braskem no volume total de R$ 4,9 bilhões e a aquisição da participação da Petrobras na Quattor de 40% pela Braskem no volume de R$ 3,2 bilhões.

(Redação - Agência IN)