Expectativa por IPCA-15 deixa curva de juros futuros sem direção

SÃO PAULO, 19 de maio de 2010 - A expectativa pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) deixou a curva de juros futuros sem tendência definida. Na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro 2011, apontou taxa anual de 10,98%, ante 11,02% do ajuste anterior. Janeiro de 2017 fechou com taxa de 12,60%, contra 12,57% do fechamento da véspera.

Amanhã será divulgado o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de maio, importante termômetro do IPCA e consequentemente da condução da política monetária via Selic. A expectativa do mercado é de alta de 0,58 no IPCA-15 (o índice anterior ficou em 0,48).

Diante de uma inflação ainda acelerada na economia brasileira e atividade superaquecida, a percepção geral no mercado é de nova elevação de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 9,50% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para 8 e 9 de junho. Atualmente, a taxa Selic está em 9,50% ao ano.

Vale lembrar que os resultados da indústria e do comércio no primeiro trimestre confirmaram o cenário de recuperação acelerada da economia brasileira. O desempenho de março, especialmente, surpreendeu até mesmo os mais otimistas, com uma alta de 1,6% no varejo e de vigorosos 2,8% na indústria. Neste contexto, o Banco Fibra revisou as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB ) para este ano de 5,8% para 6,5%, já considerando uma desaceleração no ritmo de crescimento no restante do ano.

Com a agenda doméstica fraca de indicadores desta quarta-feira, o destaque ficou para o resultado do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) que registrou variação de 0,95% na segunda medição de maio. O dado veio acima da prévia anterior, mas abaixo da mediana das expectativas.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)