Bolsas terminam com perdas em dia de pessimismo

SÃO PAULO, 19 de maio de 2010 - O pessimismo tomou conta dos negócios nesta quarta-feira, fazendo o dólar disparar e as bolsas de valores despencarem. A notícia mais uma vez envolveu o velho continente.

Hoje a Alemanha proibiu a venda a descoberto das ações de dez dos principais bancos do país. A informação fez os principais índices acionários da região terminarem em forte queda. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, perdeu 2,53%, aos 5.173 pontos, o DAX, de Frankfurt, recuou 2,64%, aos 5.993 pontos e o CAC-40, de Paris, desvalorizou 2,92%, aos 3.511 pontos.

Acompanhando esta cautela, as bolsas dos Estados Unidos tiveram mais um dia de perdas. Nem mesmo a revisão para cima das projeções de crescimento do país reverteram o ambiente negativo. As projeções do Comitê de Política Monetária do Banco Central norte-americano (FOMC, na sigla em inglês) revelaram que o prognóstico de alta do Produto Interno Bruto (PIB) passou de um intervalo de 2,8% a 3,5% para 3,2% a 3,7% em 2010. Ao final dos negócios, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average caiu 0,63%, aos 10.444 pontos. O S&P 500 desvalorizou 0,51%, aos 1.115 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq recuou 0,82% aos 2.298 pontos.

Na Argentina, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, finalizou em leve baixa, de 0,22%, aos 2.178 pontos.

E no Brasil, as inquietações dos investidores também dominaram o mercado, fazendo o Índice Bovespa voltar ao patamar dos 59 mil pontos, com queda de 1,89%, aos 59.689 pontos. As ações do setor de varejo se destacaram na sessão, com as Lojas Americanas, B2W e Lojas Renner subindo mais de 3%. O giro financeiro da bolsa acabou em R$ 8,787 bilhões.

Na renda fixa, a expectativa pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) deixou a curva de juros futuros sem tendência única. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,89%. No câmbio, o dólar comercial subiu 1,38%, e encerrou vendido a R$ 1,84.

Já nas commodities, os preços do petróleo recuaram no mercado internacional, com a cotação do WTI registrando a maior baixa em quatro anos. A cotação do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em junho, teve decréscimo de 0,7%, cotado a US$ 69,87, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). Esta é a maior queda em quatro anos dos preços do WTI. Já o barril do tipo Brent, com vencimento em julho, recuou 1%, cotado a US$ 73,69 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)