Ministro defende medidas para exportação de manufaturados

SÃO PAULO, 18 de maio de 2010 - O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, defendeu hoje medidas para estimular as exportações brasileiras de manufaturados.

De acordo com dados divulgados durante o Fórum Nacional promovido pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de janeiro a abril deste ano, as contas de vendas de manufaturados registram déficit de quase US$ 10 bilhões. Em 2009, foi registrado déficit de US$ 7 bilhões nessas transações comerciais.

Barral explicou que a queda da participação brasileira no mercado internacional tem diversas causas. Entre elas, a forte contração de demanda internacional por manufaturados, pressões protecionistas e a crise de confiança dos compradores, com o registro da maior retração do comércio mundial em 70 anos, agravada pela situação atual da Europa.

"O efeito da crise tem impacto muito grande, principalmente na confiabilidade de negócios e de garantias. Evidentemente, [a crise] ainda está centrada em alguns países europeus. Não houve alastramento pelos principais importadores do Brasil que são Alemanha e Holanda. Esperamos que haja um efeito em 30 a 60 dias, mas que estará relacionado com a expectativa e com credibilidade dos mercados mais do que com um efeito localizado", disse Barral.

O câmbio é outro fator que preocupa o ministério. Barral disse que não existe um nível de câmbio ideal porque o conteúdo nacional vai dizer qual é a competitividade do produto no mercado internacional, mas alertou sobre a concorrência com outros mercados que têm insistido em manter uma administração do câmbio, como é o caso da China.

O ministro interino lembrou ainda as medidas que já foram adotadas pelo governo brasileiro para estimular o setor, como a criação do "drawback verde-amarelo" (suspensão do IPI, PIS e COFINS, nas aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e embalagem), criação do seguro de crédito para exportação e alíquota zero para promoção comercial no exterior. Recentemente, tambem foram criados mecanismos de simplificação de financiamento.

"Na medida que aumenta a competição internacional, as dificuldades do sistema tributário se tornam mais visíveis e impeditivos mais notáveis para o exportadores. A carga tributária sobre a atividade produtiva é bastante elevada no Brasil, principalmente em comparação com outros países que reduziram sua carga tributária", disse Barral. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)