Inflação e Selic devem aumentar, diz professora da FGV

SÃO PAULO, 18 de maio de 2010 - O mercado brasileiro elevou pela 17ª vez consecutiva a perspectiva para a inflação. Dessa forma, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano é de 5,54% ante 5,5% na semana anterior, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 17.

De acordo com a professora do Departamento de Planejamento e Análise Econômica da FGV-EAESP, Celina Martins Ramalho, essa projeção de alta inflacionária pode ser explicada pelo atual momento de crescimento econômico do País.

"A economia brasileira tem apresentado tendência de crescimento, com diminuição da taxa de desemprego e mais investimentos em bens de capital. No aspecto financeiro, o Brasil experimenta a expansão do crédito tanto para o consumo e investimentos e ainda o aumento da entrada de capital estrangeiro, que também reflete aceleração da economia. Toda essa conjuntura aponta para uma perspectiva de alta da inflação", avalia a professora.

Com relação à Selic, Celina acredita que a taxa poderá subir na próxima reunião do Copom. "Pela atual política do governo a tendência é aumentar a Selic, principalmente pelo fato der ser um mecanismo de controle da meta de inflação, que é de 2,5% a 6,5% ao ano", ressalta.

Para finalizar, a professora concorda com a previsão do relatório Focus de crescimento de 6,26% do PIB este ano. "O Brasil tem sua economia estável e regulada o suficiente para não sofrer tanto o impacto das crises internacionais (EUA em 2008 e Grécia atualmente), por isso o PIB deve crescer, sobretudo, impulsionado por setores como agricultura, indústria, finanças e turismo", finaliza Celina.

(Redação - Agência IN)