Projeções dos DIs operam sem tendência definida

SÃO PAULO, 17 de maio de 2010 - Num dia de poucos destaques domésticos, as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam sem tendência definida. Na BM&FBovespa, há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2011 projetava juro de 11,07%, ante 11,08% do ajuste anterior. Janeiro de 2017 projetava taxa anual de 12,61%, contra 12,54% do fechamento anterior.

Na agenda do dia, destaque para o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) e o boletim Focus.

Pela manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 15 de maio registrou variação de 0,64%, mostrando arrefecimento da inflação puxado pelos grupos alimentação e vestuários, maiores altas observadas em abril.

Os agentes financeiros avaliaram ainda os novos dados do boletim Focus. Segundo o documento, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 passou de 6,26% para 6,30%. Já a estimativa de inflação (IPCA) para 2010 teve leve acréscimo, ao passar de 5,50%, para 5,54%. Para 2011, a taxa permaneceu em 4,80% pela quinta semana consecutiva.

Mesmo com a expectativa de crescimento e inflação elevada, os analistas mantiveram pela terceira semana seguida as apostas para a Selic deste ano em 11,75%. Para o próximo ano, a expectativa também ficou inalterada, aos 11,50%.

Sem horário definido, está previsto para hoje o anúncio pelo Ministério do Trabalho da pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrando o número de empregos criados, expectativa de nova alta no mês de abril.

No decorrer dos próximos dias, a inflação continuará na pauta dos negócios, atenção especial para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de maio, que deve registrar inflação relativamente elevada, 0,58%.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)