Aversão ao risco prevalece e Ibovespa recua 0,86%

SÃO PAULO, 17 de maio de 2010 - As indefinições quanto ao rumo da economia europeia e consequentemente seus reflexos em outros países continuaram no foco dos investidores nesta segunda-feira. Acompanhando a cautela externa e mesmo reduzindo o ritmo de perdas, o Ibovespa caiu 0,86%, aos 62.866 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 9,905 bilhões, em dia de vencimento de opções.

"O movimento todo é reflexo da Europa novamente. Existe uma expectativa ruim em relação à viabilidade do plano de resgate europeu. Além disso, os agentes querem ver uma situação fiscal melhor nos países e para isso a economia europeia vai mergulhar em recessão", disse André Perfeito, economista da Gradual Corretora.

Para Perfeito, os investidores exageraram nas apostas contra o euro, no entanto, "é razoável imaginar que piore em termos gerais a situação do velho continente". O economista se referiu ao fato de que a moeda atingiu no pregão asiático o menor nível dos últimos quatro anos frente ao dólar.

Nos Estados Unidos, os indicadores econômicos ajudaram a deixar o mercado ainda mais tenso, uma vez que a atividade manufatureira na região de Nova York em maio caiu para 19,1 pontos. O número veio pior do que os analistas projetavam.

Mesmo assim, os índices acionários de Wall Street inverteram a tendência negativa no final dos negócios influenciando para que o Ibovespa não tivesse queda maior.

"A volatilidade deve permanecer ainda no curto prazo, porque há um conjunto de opiniões e leituras diferentes da economia mundial, fazendo com que muita gente compre ações e outras vendam", acrescentou o economista.

Internamente, vale destacar o comportamento das blue chips Vale (PNA) e Petrobras (PN), que tiveram perdas de 1,84% e 0,79%, nesta ordem. Já os papéis da BM&FBovespa (ON) foram na contramão e finalizaram em alta de 1,82%.

Dentre as maiores quedas do Ibovespa ficaram as ações preferenciais da TAM, com queda de 4,97% no pregão. A companhia aérea teve prejuízo líquido de R$ 58,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra ganhos de R$ 25,7 milhões nos mesmos meses do ano passado.

(Déborah Costa - Agência IN)