Mantega defende política e diz que bom momento não é sorte

Portal Terra

DA REDAÇÃO - Em uma apresentação na manhã desta quarta-feira em seminário da Central Única dos Trabalhadores, em Brasília, O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou a falta de investimentos em infraestrutura dos governo anteriores e afirmou que o bom momento econômico brasileiro e a relativa estabilidade durante a crise financeira não foram fruto de sorte.

- Lembro que antes tinha gente que dizia que o governo ia bem por causa da sorte. Quando veio a crise, acabou a sorte. E muita gente ficou entusiasmada, achando que era a oportunidade de nos desmoralizar, que não tínhamos competência para governar o País. Essas pessoas caíram do cavalo. Durante a crise, o Brasil gerou 990 mil empregos com carteira assinada, e não foi graças à sorte, mas à política econômica - disse.

Mantega criticou também as privatizações de empresas estatais. "As estatais que se salvaram das privatizações, como o BNDES e a Petrobras, saíram a campo para trabalhar. A Petrobras faz o maior investimento na área petrolífera no mundo. A diferença é que antes a estatal comprava plataforma de petróleo em outros países. Mas a partir de 2003 tornamos obrigatório o índice de nacionalização de 65%, já que não tínhamos tecnologia para construir a plataforma inteira. Hoje, esse índice já é de 75%", afirmou.

De acordo com o ministro, o crescimento da economia brasileira foi impulsionado pela implantação de uma nova política econômica. "O governo anterior achava que o mercado podia impulsionar a economia. A diferença fundamental é a maior ação do Estado, que passou a estimular o crescimento. Outra diferença fundamental é a forte inclusão social que se dá pela distribuição de renda, é há uma grande diferença entre programinhas e programões", disse.