Prêmios dos DIs sinalizam leve queda na BM&FBovespa

SÃO PAULO, 11 de maio de 2010 - As projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na BM&FBovespa operam sinalizando leve queda. Há pouco, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 11,08%, ante 11,10% do ajuste anterior. Janeiro de 2013 projetava juro de 12,69%, contra 12,70% do fechamento de ontem.

Nesta manhã foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP), acelerou para 0,49% na primeira quadrissemana de maio, superior ao índice do mês de abril, que foi de 0,39%. O resultado veio no teto das expectativas, destaque para a menor deflação do grupo transportes, além da alta de saúde e vestuários, os alimentos mostram moderado arrefecimento.

Ainda na agenda do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o índice de emprego na indústria cresceu 0,7% em março em relação a fevereiro, já descontados os efeitos sazonais. Este é o terceiro resultado positivo consecutivo.

Vale ressaltar que a projeção da LCA para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 foi revista de 5,8% para 6,2%, em boa medida por causa do forte dinamismo da demanda interna; com isso, a consultoria estima que o hiato do produto se encontre, hoje, em terreno ligeiramente positivo (ou seja, pressionando a inflação).

Também o crescimento projetado para o PIB de 2011 foi revisto para cima, de 4,2% para 4,5% - colocando um viés de alta no "orçamento" total, de 250 pontos-base, que ora a LCA prevê para a elevação da Selic.

Como efeito, os modelos de projeção de inflação da consultoria baseados em curvas de Phillips sugerem que o crescimento do PIB em 2011 deveria se situar mais próximo de 4% do que de 4,5% para garantir a convergência da inflação para o centro da meta no próximo ano.

A LCA ressalta ainda que alternativamente a uma elevação maior da Selic, a convergência da inflação de 2011 para a meta poderia ser obtida com um aperto de juros mais concentrado no tempo (de modo que o seu impacto contracionista sobre a atividade começasse a se fazer sentir já no 2º semestre de 2010).

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)