Apesar da crise, construção civil eleva geração de emprego

SÃO PAULO, 11 de maio de 2010 - Apesar dos efeitos da crise financeira internacional, o setor da construção se destacou pela geração de postos de trabalho no mercado formal, em ritmo intenso, durante todo o ano de 2009 e início de 2010, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Parte da explicação para este fato pode ser encontrada na adoção e ampliação de um conjunto de medidas adotadas pelo governo para combater os efeitos da crise sobre a economia e nas obras necessárias devido a eventos internacionais que acontecerão no país, entre elas a redução da taxa básica de juros; a ampliação de linhas de financiamento habitacional, como o programa Minha Casa, Minha Vida; a manutenção e ampliação do programa de recuperação da infraestrutura, conhecido como PAC (Programa de Aceleração do Crescimento); os investimentos para realização da Copa do Mundo de Futebol em 2014, que acontecerá em 12 cidades (capitais) de diferentes regiões brasileiras, e as Olimpíadas de 2016 que acontecerão no Rio de Janeiro.

De acordo com a insituição, "a adoção de medidas de combate à crise econômica mundial pelo governo, como a redução da taxa de juros e a ampliação de crédito subsidiado, foi responsável pela manutenção e retomada do financiamento imobiliário. Essas ações contribuíram para reaquecer a construção em 2009".

O valor para financiamento imobiliário contratado em 2009 superou o de igual período de 2008, seja considerando os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - (FGTS) - ou por meio da Poupança pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - (SBPE).

Em 2010, o desempenho nos primeiros meses do ano se mostra ainda melhor, superando os anos anteriores. Os valores contratados nos financiamento que utilizaram o FGTS - Habitação aumentaram cerca de 52% (de R$ 10,5 bilhões para R$ 16 bilhões) em relação ao ano anterior. Quanto à quantidade de unidades correspondentes a este volume, o crescimento foi de 43,41% (de 285.039 para 408.787 unidades) considerando a mesma comparação.

Pelo SBPE, o volume de recursos cresceu 13,27% (de R$ 30 bilhões para R$ 34 bilhões) de 2009 na comparação com 2008. Porém, no número de unidades o crescimento foi de apenas 1% no mesmo período.

(SV - Agência IN)