Bolsas e euro disparam após histórico fundo de ajuda da UE

SÃO PAULO, 10 de maio de 2010 - As Bolsas europeias e o euro registravam altas expressivas nesta segunda-feira, após o anúncio de um histórico fundo de ajuda dos Estados membros da União Europeia (UE) aos países da zona do euro e das medidas excepcionais adotadas pelos bancos centrais ao redor do mundo.

A euforia das bolsas tinha como principal motor os valores bancários, que registravam altas impressionantes, em alguns casos superior a 20%.

O euro era negociado a US$ 1,3019, contra US$ 1,2755 de sexta-feira à noite em Nova York. A desvalorização do euro era provocada pelos temores de um contágio da crise da Grécia para o restante da Eurozona, em particular a países como Espanha e Portugal.

Ao meio-dia desta segunda-feira, as Bolsas tinham altas consideráveis, com Madri à frente (+11,79%). No meio da manhã, Paris ganhava 8,24%, Lisboa 9,77%, Milão 9,57%, Amsterdã 5,78% e Londres 5,06%. Frankfurt (+4,50%) e Zurique (+4,08%) seguiam a tendência, enquanto o índice europeu Eurostoxx avançava 8,49%. Na Ásia, Tóquio fechou em alta de 1,60% e Hong Kong de 2,54%.

O preço do petróleo também era beneficiado pelo otimismo dos mercados, com alta de 3% e o barril de Brent do Mar do Norte negociado acima de US$ 80.

Na sexta-feira, após uma semana agitada, quase todas as praças europeias perderam mais de 3%, com exceção de Londres (-2,62%).

No domingo à noite, os países da UE fecharam um acordo para a implementação de um plano histórico, que pode alcançar ? 750 bilhões, para ajudar os países da zona euro que precisarem e, ao mesmo tempo, acabar com uma crise financeira que ameaça propagar-se a todo o planeta.

A ajuda sem precedentes na história recente inclui empréstimos e garantias dos países da zona euro, assim como empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI). O diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que o acordo é "um grande passo adiante".

Os valores bancários aproveitaram o anúncio e em alguns casos registravam altas superiores a 10%, em um movimento de recuperação após uma semana de fortes baixas pela exposição das instituições à crise, que tem relação com a dívida dos Estados. Em Madri, as ações do Santander dispararam 20,01% e as do BBVA 19,79%.

Em Paris, os altas mais expressivas eram as do Société Générale (+21,50%) e do Crédit Agricole (+21,19%), seguidos pelo Dexia (19,18%), Axa (19,04%) e BNP Paribas (18,05%). Na Alemanha, o Deutsche Bank ganhava 10,06% e o Commerzbank 8,54%.

(Redação com AFP - Agência IN)