Bolsas continuam penalizadas com Europa

SÃO PAULO, 7 de maio de 2010 - A tensão nos mercados mundiais diminuiu, mas a precaução diante da falta de desdobramentos na Europa prevaleceu nas principais praças acionárias nesta sexta-feira. A expectativa com a reunião dos países da zona do euro levou cautela aos investidores.

A cúpula convocada em regime de urgência, em Bruxelas, acabou de aprovar definitivamente o plano de ajuda de ? 110 bilhões em três anos, concedido à Grécia. A cúpula prepara ainda a contenção do contágio da crise a outros países da zona do euro.

Diante disso, Wall Street encerrou em queda. Nem o anúncio da criação de 290 mil empregos, animou os agentes, que repercutiram a derrocada das bolsas no dia de ontem.

Na Europa, mais uma vez os índices foram penalizados. Os temores quanto ao contágio da crise grega pelas outras economias do velho continente, continua a pesar.

Na Argentina, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires fechou com leve baixa de 0,07%.

Por aqui, o Ibovespa seguiu o movimento externo e caiu 0,86%. As incertezas na Grécia penalizaram as commodities e conseqüentemente as blue chips Vale e Petrobras. Segundo Eduardo Oliveira, a queda se deu em virtude da zeragem de posições de quem não zerou ontem. Na semana, o índice acumula perda de 7%.

Na renda fixa, as projeções de juros embutidas nos Certificados de Depósito Interfinanceiro (CDI) oscilaram pouco. O DI com vencimento em janeiro de 2011 finalizou com taxa anual de 11,03%.No câmbio, o dólar fechou em queda de 0,22%, vendido a R$ 1,85.

E nas commodities, o preço do barril de petróleo fechou em queda pelo quarto dia consecutivo, motivado pelo aprofundamento da crise na Europa.

(Redação - Agência IN)