Avaliações positivas superam 90% no 1º tri, diz Fitch

SÃO PAULO, 7 de maio de 2010 - A Fitch informou nesta sexta-feira que os ratings dos bancos globais apresentaram tendência positiva no primeiro trimestre de 2010, com o número de avaliações positivas superando os 90%, na comparação com os 68% do trimestre anterior. Em contraste, as avaliações negativas reduziram para 29%.

No último relatório trimestral sobre as tendências da avaliação bancária, a Fitch disse que o desenvolvimento positivo foi impulsionado pelos mercados emergentes e podem ser atribuídos à tendência de crescimento econômico global que se iniciou em meados de 2009 e continuou de forma ascendente nestes mercados, até estabilizar no primeiro trimestre de 2010.

Há cada vez mais sinais encorajadores de que a recuperação econômica continue, mesmo com a redução prevista no apoio do governo. No entanto, a Fitch observa que, apesar das melhorias de todas as principais economias avançadas, a pressão sobre os bancos começou a diminuir.

Nos mercados desenvolvidos, o número de ações de rating total caiu para 33 no primeiro trimestre de 2010, de 49 no quarto trimestre de 2009. A proporção das ações de avaliação negativa aumentou ligeiramente de 59,2% para 66,7% no primeiro trimestre de 2010. A agência de classificação de risco rebaixou 12 bancos.

Na Europa desenvolvida, os bancos gregos e portugueses foram afetados pelas perspectivas negativas, neste período. Na opinião da Fitch, "a deterioração das finanças públicas nestes países aumentaram a sensibilidade dos bancos nos mercados de capitais".

Nos mercados emergentes, a proporção de ações de avaliação positiva foi perto de 92%, impulsionado pela Federação da Rússia, onde setor o setor bancário apresentou desempenho melhor do que o esperado durante a crise financeira global.

Após a atualização dos títulos soberanos da Indonésia para "BB+" de "BB" entre os meses de janeiro e março de 2010, oito bancos indonésios foram atualizados, representando a maioria dos upgrades em mercados emergentes. A Fitch destaca que "os rebaixamentos nos mercados emergentes podem ser atribuídos principalmente às filiais dos bancos gregos. Estes vieram como consequência do rebaixamento dos soberanos gregos".

(Sérgio Vieira - Agência IN)