Expectativa por Copom eleva DI de curto prazo

SÃO PAULO, 26 de abril de 2010 - A semana começa com os agentes financeiros avaliando novos dados sobre inflação no Brasil. Na BM&FBovespa os prêmios dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam sinalizando avanço no curto prazo e ligeira queda nos vencimentos mais longos. Há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2011 projetava taxa anual de 10,82%, ante 10,74% do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2013 registrava juro de 10,53%, contra 10,54% do último fechamento.

Segundo o gestor de renda fixa da Meta Asset Management, Henrique de La Rocque, tal comportamento da curva futura sugere que o mercado está cada vez mais convencido de que o colegiado do Banco Central (BC) terá que começar o ciclo de aperto monetário com mais força. O gestor estima aumento de 0,75 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana. "A justificativa para esse aumento está nos dados de atividade que mostraram crescimento forte e inflação persistente", avalia.

As atenções dos agentes estão voltadas à decisão do Copom, que define nesta quarta-feira o rumo dos juros no Brasil. O início do ciclo de aperto monetário é dado como certo, mas ainda não há consenso sobre alta de 0,5 ponto ou 0,75 ponto percentual na taxa básica, que desde setembro do ano passado é mantida em 8,75% ao ano.

Nesta manhã foi informado o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP), que apresentou aceleração de 0,34% na terceira quadrissemana de abril, superior ao índice da segunda, que foi de 0,23%. O dado veio acima do consenso do mercado.

Ainda na agenda do dia, os investidores repercutiram novos dados do boletim Focus. O documento ratifica aposta de alta de 0,50 ponto percentual da Selic na quarta-feira. Para o final deste ano os analistas elevaram as apostas para a taxa básica em 0,25 ponto percentual, passando de 11,50%, para 11,75%. Para o próximo ano, a expectativa manteve-se em 11,25%. Já estimativa de inflação (IPCA) para 2010 teve acréscimo, ao passar de 5,32%, para 5,41%. Para 2011, a taxa permaneceu em 4,80%.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)