Consumo residencial de energia expande 9,6% no 1º trimestre

SÃO PAULO, 26 de abril de 2010 - O consumo de energia elétrica nas residências segue trajetória de acentuada expansão, acumulando no primeiro trimestre do ano taxa de 8,2%, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira pela Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE). Em março de 2010 ultrapassou 9,1 mil GWh, o que representou aumento de 7,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em termos absolutos, essa expansão foi de 661 GWh, valor superior consumo de eletricidade pelas famílias do Rio Grande do Sul.

Contribuiu para o crescimento do consumo das residências em março a sequência de dias com elevada temperatura, acima da média normalmente observada no período. Nas regiões Norte e Nordeste, o consumo médio mensal de cada consumidor cresceu 12 e 13%, em relação a 2009, anotando 154 e 114 kWh, respectivamente.

Em termos nacionais, a EPE apontou que o consumo médio mensal em cada residência registrou 152 kWh, indicando aumento de 3,4% em relação a 2009.

Outro fator que tem impulsionado o consumo residencial é a expansão continuada do número de consumidores, que totalizou, ao final de março de 2010, 56,5 milhões, significando 1,9 milhão de novas ligações no período de 12 meses (crescimento de 3,3%).

O menor crescimento do consumo residencial ocorreu na região Sudeste. Em parte, isso se deve aos efeitos dos ajustes no calendário de faturamento de grandes distribuidoras da região implantados em março do ano passado. Com isso, a base de comparação ficou excepcionalmente elevada.

Nessas circunstâncias, o crescimento de 3,9% pode ser considerado relativamente elevado. Em março de 2010, o consumo de energia elétrica no setor de comércio e serviços superou, no país, 6 mil GWh. A taxa de crescimento acumulada em 12 meses é de 6,4%.

Os consumidores deste segmento responderam às elevadas temperaturas. Porém, deve-se registrar o efeito da intensificação das atividades comerciais em decorrência da conjuntura interna favorável, evidenciada pelo aumento da renda das famílias, pela redução do desemprego e, em algumas regiões, pelo efeito de programas de transferência de renda. Com efeito, as taxas de crescimento mais elevadas foram observadas nas regiões Norte e Nordeste.

Destaque-se o crescimento em Rondônia (+20%) e no Pará (+18%), no primeiro caso refletindo a movimentação na economia regional provocada pela construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira. No Nordeste, os maiores crescimentos foram observados no Maranhão (+29%), no Piauí (+23%) e na Paraíba (+19%).

No Centro-Oeste, taxas elevadas foram observadas em Mato Grosso do Sul (+16%) e no Distrito Federal (+14%). Mesmo nas regiões Sudeste e Sul, onde esse mercado está mais consolidado e, portanto, as taxas de crescimento tendem a ser relativamente menores, foram observadas em alguns estados índices expressivos. É o caso de Santa Catarina (+10%), Minas Gerais (+8%) e Rio de Janeiro (+7%).

(SV - Agência IN)