Investidor avalia pedido da Grécia, mas dólar segue estável

SÃO PAULO, 23 de abril de 2010 - Com o clima internacional um pouco melhor, o dólar operou bem próximo da estabilidade nesta sexta-feira. Os investidores reagem ao pedido de ajuda da Grécia aos países vizinho e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para conter seu déficit fiscal. Após flutuar entre R$ 1,767 e R$ 1,762, o dólar fechou a primeira etapa vendido a R$ 1,765, com valorização de 0,06%.

Na véspera, a agência da União Européia Eurostat aumentou a projeção para o déficit público grego e Moody's rebaixou o rating do país. De acordo com os analistas do Banco Fator, o pedido de socorro da Grécia terá que passar pela aprovação dos 15 países da zona do euro. Na Alemanha, pesquisas indicam que a opinião pública é contra a ajuda para a Grécia. O pacote de ajuda disponibilizado por parte da União Européia totaliza ? 30 bilhões com empréstimos de 3 anos a taxa ao redor de 5%. Já o FMI estaria disponibilizando ? 15 bilhões a taxas mais baixas. A Grécia precisa de cerca de ? 10 bilhões em maio e outros ? 20 bilhões até o fim do ano.

Neste fim de semana, ministros das Finanças do G-20 reúnem-se em Washington e devem também discutir a situação da Grécia. "Recomendamos atenção às notícias relacionadas ao plano de ajuda à Grécia, ressaltando que este assunto deve continuar trazendo nervosismo aos mercados", destacam os profissionais do Fator.

Na agenda do dia, após três altas consecutivas, os novos pedidos de bens duráveis às indústrias norte-americanas recuaram US$ 2,2 milhões, ou 1,3% em março de 2010 ante fevereiro, para US$ 176,7 bilhões. Já o volume de vendas de casas novas no mercado norte-americano teve a maior alta desde 1963 (26,9% em março), revertendo o quadro de retração.

O crescimento na China e fracos indicadores no Reino Unido também retêm o olhar dos investidores. O Produto Interno Bruto (PIB) britânico registrou avanço de 0,2% no primeiro trimestre de 2010, decepcionando as projeções que apontavam para expansão de até 0,4% da atividade econômica. Na China, o PIB cresceu 12,2% nos primeiros três meses do ano em relação ao último trimestre de 2009.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)