DIs de curto prazo elevam projeções de juros

SÃO PAULO, 23 de abril de 2010 - A curva de juros futuro aponta leve alta nas projeções de curto prazo com os agentes repercutindo o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acima do esperado, além disso, o mercado segue digerindo um relatório elaborado por Eduardo Loyo, economista-chefe do Banco BTG Pactual.

Na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projeta juro de 10,72%, ante 10,67% do ajuste anterior. Já no longo prazo as taxas dos contratos sinalizam ligeira queda, há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2017 aponta taxa anual de 12,72%, ante 12,75% do último fechamento.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o IPC-S do dia 22 de abril que registrou variação de 0,76%, taxa 0,04 ponto percentual abaixo do registrado na apuração anterior, mas acima do projetado pelos economistas. A principal contribuição para a desaceleração da taxa partiu do grupo alimentação (de 2,36% para 2,02%). Os vestuários registraram relevante aceleração e os transportes reduziram o ritmo da deflação observada.

Segundo analistas do mercado de renda fixa, os agentes financeiros avaliam um relatório elaborado por Eduardo Loyo economista-chefe do Banco BTG Pactual, no qual ele prevê três elevações na taxa Selic de 0,75 pontos com início na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para 27 e 28 deste mês.

Vale ressaltar que a opinião de Loyo é importante para o mercado por ele ter sido diretor do Banco Central do Brasil (2003-2005). Foi também economista-chefe para a América Latina do UBS (2007-2009) e diretor executivo de Fundo Monetário Internacional (2005-2007).

A melhora externa ajuda os juros longos a devolverem prêmios. O primeiro-ministro grego Giorgos Papandreou pediu hoje, às 07h30 do horário de Brasília, a ativação do mecanismo de ajuda FMI-União Europeia. O plano de ajuda à Grécia, da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI), prevê empréstimos de ? 45 bilhões (cerca de US$ 60 bilhões) com juros de 5%.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)