Compra do Patagônia fortalece atuação do BB fora do país

SÃO PAULO, 23 de abril de 2010 - A aquisição do Banco Patagônia pelo Banco do Brasil (BB) concluída na quarta-feira (21) pelo valor de US$ 479,6 milhões, fortalece os negócios do banco brasileiro no exterior, segundo a visão do mercado.

Na opinião de Olavo Henrique Furtado, coordenador de pós-graduação e MBAs da Trevisan Escola de Negócios, a operação trará vantagens para a atuação do BB fora do país. "O fato de uma empresa como essa fazer operação deste porte tem impacto financeiro e político. Entendo que causa efeito positivo na imagem do país, com boa repercussão internacional. O Banco do Brasil sempre colocou o país lá fora, mesmo quando o Brasil tinha menores exportações. A aquisição não foi uma coisa pontual, é parte de um processo que vem lá de trás", explicou.

O Banco Patagonia possui 751,6 mil de clientes e 154 agências localizadas majoritariamente na província de Buenos Aires e Rio Negro, na Argentina.

Na visão de Furtado, mesmo com os problemas do sistema bancário argentino, o BB terá condições de ampliar a participação no país vizinho. "Toda operação feita em outra nação está sujeita às intempéries. No entanto, o Patagônia possui estofo financeiro e a Argentina tem demonstrado melhorias. A compra ainda pode ter impacto positivo na economia argentina, com a melhora na percepção do consumidor, o que pode trazer novos investidores", completou.

A Standard & Poor's afirmou hoje que a operação não impactará os ratings do Banco do Brasil. Atualmente, de acordo com a agência de classificação de risco, o Banco Patagonia é o sexto maior banco da Argentina, com US$ 2,6 bilhões de ativos, que correspondiam a cerca de 0,6% do volume total de ativos do Banco do Brasil em dezembro de 2009.

(Humberto Domiciano - Agência IN)