Carnê e cartão são mais os usados por inadimplentes

SÃO PAULO, 23 de abril de 2010 - Pesquisa do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) mostra que 65% dos consumidores devem para até para duas empresas, 25% para três ou quatro empresas e 10% para mais de quatro empresas. Os meios mais empregados pelos inadimplentes são os carnês e cartões de crédito (59%), seguidos de cheque (16%), cartão de loja (14%) e empréstimo (11%).

"No caso de carnês ou empréstimos bancários, 40% dos consumidores estão inadimplentes em três ou mais documentos do tipo. Quanto aos cheques, 72% dos clientes estão com até dez folhas em atraso', ressalta Roseli Garcia, superintendente de Produtos e Serviços do SCPC.

Por outro lado, se carnês e cartões são os meios campeões de inadimplência, apenas 9% dos consumidores com débito em aberto optaram pelo crédito consignado. Dentre os consumidores que optaram pelo seu uso, 41% fizeram-no para quitar dívidas.

Dentre as outras causas da inadimplência, o desemprego (38%) compõe a principal razão, seguido por descontrole de gastos (14%) e empréstimo de nome (11%). "É alarmante o número de pessoas que caem na lista do SCPC por terem confiado seu nome a terceiros. Isso mostra que a educação financeira deve ir além do controle de contas, orientando o consumidor a tratar o próprio nome como o bem mais precioso que possui e zelar por ele", comenta Roseli.

Cidadãos com idade entre 21 a 40 anos respondem por 66% dos inadimplentes, sendo a maioria homens (55%). "Esta é a faixa etária em que o indivíduo está estabelecendo sua vida, adquirindo bens, sustentando a família. Considerando que a maioria dos chefes de família é composta por homens, o quadro realmente é esperado', observa a superintendente do SCPC.

Após quitação da dívida, apenas 29% dos cidadãos pretendem voltar a fazer compras à prazo e, nesse perfil de consumidor, automóvel, celular, eletrodomésticos e materiais de construção contam com 65% das intenções de compra. "É interessante verificar que 41% dos cidadãos afirmam que sua situação financeira está melhor que a do ano passado, contra 40%, que dizem estar igual e outros 18%, que argumentam estar pior", finaliza Roseli Garcia.

(SSB - Agência IN)