Belo Monte: Ministro afirma que obras saem até setembro

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou ontem que a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, terá suas obras iniciadas no máximo em setembro deste ano. O governo, segundo o ministro, tentará antecipar a assinatura do contrato de outorga do leilão vencido pela Chesf, subsidiária da Eletrobras, que lidera o consórcio de construtoras

Trata-se da usina mais planejada do mundo. Foram cinco anos de estudos ambientais e não podemos mais esperar declarou Zimmermann. Eu acredito que, da mesma forma que Jirau ocorreu rapidamente, três, quatro meses depois do leilão já estavam construindo, Belo Monte tem chance de, no segundo semestre, iniciar a construção. Vai depender do empreendedor apresentar todos os documentos e preencher todos os requisitos.

Ele também lembrou que o processo que tratou da construção da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, sofreu com mais atrasos devido a questões ambientais discutidas na Justiça.

O ministro criticou a ação de organizações não-governamentais (ONGs) na tentativa de retardar o processo de construção, considerando que tais atitudes não passam de manipulações . Ele também disse que não tem qualquer possibilidade de mudança no projeto, para atender às demandas das ONGs e dos questionamentos do Ministério Público Federal.

Não sou técnico, mas me reporto aos números. Foram mais de R$ 70 milhões gastos em estudos ambientais e se for necessário, faremos algumas adequações. Esta inquietude é natural, mas Belo Monte precisa sair ressaltou o ministro.

Zimmermann não descartou a possibilidade da Eletrobras assumir integralmente a execução da obra, uma vez que detém 49% do consórcio. Ele assegurou que a estatal possui expertise suficiente e que se preciso for, tem capacidade de comprar a parte das demais empresas participantes do grupo vencedor do leilão da Belo Monte. O ministro considerou as ações que questionam os valores envolvidos na negociação, que também foram considerados economicamente inviáveis por empresas que desistiram da disputa.

O ministro falou com a imprensa ontem em Florianópolis, onde participou de uma homenagem feita pela Eletrosul, subsidiária da Eletrobras.

Com agências