Putin afirma que recessão terminou, mas não a crise

SÃO PAULO, 20 de abril de 2010 - O primeiro ministro da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a recessão econômica do país terminou, mas advertiu que isto não significa o fim da crise. "Desde julho do ano passado, a economia russa mostra cada vez mais sinais de recuperação", declarou Putin em seu balanço anual na Câmara Baixa (Duma) do Parlamento.

"A recessão de nossa economia terminou. Além disso, começamos a ter ótimas condições para avançar. Isto não significa que a crise terminou, mas sim a recessão", completou.

O chefe de Governo recordou que Moscou projeta uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,1% para 2010, depois de um forte retrocesso de 7,9% em 2009, em consequência da crise mundial e da queda dos preços mundiais dos combustíveis.

"No entanto, há fortes possibilidades de que o ritmo de crescimento seja mais elevado que esta cifra", acrescentou Putin.

As autoridades russas estão empolgadas com o aumento progressivo durante o ano dos preços do petróleo.

Putin destacou ainda que a inflação, que pressiona a economia russa há vários anos, continua em queda. "É preciso reforçar esta tendência e no mínimo chegar a um nível de 5 a 6%", insistiu. A inflação russa foi de 8,8% em 2009, um dos menores níveis desde desde a queda da URSS. Em 2008, o índice de preços ao consumidor chegou a 13,3%.

Mas segundo os analistas, esta baixa foi provocada principalmente pela crise econômica mundial que gerou, na Rússia e em todo o mundo, uma redução da demanda.

De todas as maneiras, este índice não deixa de ser menos considerável. Desde a queda da União Soviética, a Rússia registrou índices de inflação particularmente elevados, e em alguns anos de até três dígitos.

(Redação com agências internacionais - Agência IN)