Balanços devolvem otimismo e bolsas sobem

SÃO PAULO, 20 de abril de 2010 - O otimismo voltou à cena e as principais bolsas mundiais encerraram a terça-feira em alta. Balanços corporativos surpreendentes ditaram o rumo das negociações.

Diante disso, as bolsas norte-americanas fecharam com acréscimo, tirando o foco de pessimismo com o Goldman Sachs. O banco norte-americano reportou aumento de 99% no lucro líquido do primeiro trimestre. Na mesma base de comparação, o Yahoo! divulgou, há pouco, crescimento de 163% no lucro, passando de US$ 118 milhões, para US$ 312 milhões. Já o lucro da Apple avançou 89,7% no segundo trimestre fiscal de 2010, para US$ 3,074 bilhões. Ao final do pregão, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,23%, aos 11.117 pontos. O S&P 500 ganhou 0,81%, aos 1.207 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq teve alta de 0,81%, aos 2.500 pontos.

Na Europa, o clima não foi diferente, e os índices acionários da região finalizaram com avanço. A situação da Grécia ficou de lado, diante de indicadores e balanços positivos. Ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, subiu 0,97%, aos 5.783 pontos, o DAX, de Frankfurt, teve valorização de 1,65%, aos 6.264 pontos e o CAC-40, de Paris, cresceu 1,41%, aos 4.026 pontos.

Na Argentina, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires fechou com valorização de 0,28%, aos 2.426 pontos.

Por aqui, após o vencimento de opções do dia anterior, o Ibovespa fechou em alta de 0,32%, aos 69.318 pontos. O cenário positivo externo e as ações da Petrobras que finalizaram em alta de mais de 2%, puxaram o índice para cima. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,74 bilhões.

Na renda fixa, as projeções de juros embutidas nos Certificados de Depósito Interfinanceiro (CDI) fecharam com retração, com as atenções voltadas ao Copom. O DI com vencimento em janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,71%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou estável, vendida a R$ 1,75.

E nas commodities, o preço do barril do petróleo terminou com a maior alta em três semanas, após a reabertura do espaço aéreo europeu, o que aumentou a demanda por combustível. O barril do tipo WTI, com vencimento em maio, avançou 2,4%, vendido a US$ 83,45 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento em junho, subiu 0,7%, para US$ 84,80 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)