Atuação do BC garante estabilidade, diz meirelles

SÃO PAULO, 20 de abril de 2010 - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje que muitas vezes é importante aumentar a taxa básica de juros, a Selic, para trazer a inflação para a meta. Ele participa neste momento de audiência pública no Senado.

A meta de inflação para este ano e o próximo é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A previsão de analistas do mercado financeiro para a inflação oficial, medida pela Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano, está acima do centro da meta - em 5,32%.

Eles também esperam elevação da Selic dos atuais 8,75% ao ano para 9,25% ao ano, na reunião marcada para os dias 27 e 28 deste mês.

Segundo Meirelles, a atuação do BC ao trazer a inflação para a meta garante a estabilização da economia brasileira, maior crescimento, geração de emprego e melhor previsibilidade para os agentes econômicos.

"Um determinado movimento de alta da Selic é mal entendido por alguns como uma reversão de ganhos de quedas de juros já absorvidas pela economia, mas não é. É parte de um processo normal. Isso é o que garante uma queda continuada da tendência da taxa de juros."

De acordo com o presidente do BC, o Brasil tem tido crescimento econômico equilibrado devido ao regime de metas de inflação aplicado com "seriedade" e "rigor". Segundo ele, "não é muito produtivo como vemos em outros países e vimos em em alguns momentos no Brasil (no passado) um modelo bem estruturado, mas que não atinge o resultado."

Meirelles também lembrou que o Brasil tem equilíbrio externo, com a política de câmbio flutuante e acumulação de reservas internacionais, o que previne choques externos. Além disso, afirmou, o país tem um sistema financeiro sólido, com regras rígidas.

Para Meirelles, "o sucesso da estabilização da economia brasileira levou ao crescimento da arrecadação pública e isso permitiu a implementação de programado investimentos e de transferência de renda". As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)