Pagamento real do trabalhador industrial sobe em fevereiro

SÃO PAULO, 9 de abril de 2010 - A folha de pagamento real do trabalhador da indústria nacional cresceu 2,7% em fevereiro deste ano, na comparação com janeiro, em dados com ajuste sazonal, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos dois primeiros meses do ano, o dado acumulou alta de 8,2%.

O indicador de média móvel trimestral avançou 1,4% entre os trimestres encerrados em janeiro e fevereiro, após acréscimo de 0,4% em janeiro.

Ante o mesmo mês do ano passado, a expansão foi de 2,8%. A taxa anualizada - indicador acumulado nos últimos 12 meses - permaneceu apontando recuo (-2,5%), mas com ligeira redução na intensidade de queda frente ao fechamento de 2009 (-2,8%).

Ainda na comparação com fevereiro de 2009, o pagamento real da folha de pagamento registrou incremento em 12 dos 14 locais monitorados.

A maior influência positiva veio do Rio de Janeiro (14,8%), apoiado nos avanços observados das indústrias extrativas (35,4%), meios de transporte (21,6%) e metalurgia básica (25,1%). Em seguida, vale citar também o crescimento no valor da folha de pagamento real vindo da região Norte e Centro-Oeste (7,9%), por conta das indústrias extrativas (30,9%) e de alimentos e bebidas (4,3%), e São Paulo (0,9%), influenciado pelos setores de papel e gráfica (23,1%) e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13,7%).

Por outro lado, os impactos negativos vieram do Rio Grande do Sul (-0,8%) e de Minas Gerais (-0,1%), em função, respectivamente, da queda verificada nos setores de calçados e artigos de couro (-10,7%) e máquinas e equipamentos (-5,1%); e de metalurgia básica (-21,0%) e papel e gráfica (-18,9%).

Setorialmente, o valor da folha de pagamento real aumentou em 11 dos 18 setores industriais, com destaque para as contribuições positivas das indústrias extrativas (15,1%), papel e gráfica (14,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,0%) e alimentos e bebidas (2,6%).

Já metalurgia básica (-9,2%), madeira (-11,8%) e máquinas e equipamentos (-1,0%) exerceram as perdas mais relevantes sobre a média global.

(CSU - Agência IN)