IGP-DI cai em março

JB Online

RIO - O Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,63%, em março, taxa inferior à registrada em fevereiro, de 1,09%. Os componentes do IGP-DI registraram as seguintes trajetórias, na passagem de fevereiro para março: IPA, de 1,38% para 0,52%, IPC, de 0,68% para 0,86%, e INCC, de 0,36% para 0,75%. As informaçõses são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Preços por Atacado (IPA) registrou variação de 0,52%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 1,38%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 1,06%. No mês anterior, a taxa foi de 1,32%. Nesse grupo, a taxa de variação do subgrupo alimentos processados passou de 1,91% para -0,12%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, apresentou variação de 0,02%. No mês anterior, o resultado foi de 0,71%.

O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de 0,25%. No mês anterior, o grupo assinalou elevação de 1,70%. O destaque de desaceleração ficou por conta do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 2,15% para 0,21%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 0,29%. No mês anterior, a variação foi de 1,81%.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação recuou de 0,90%, em fevereiro, para 0,22%, em março. Os destaques no sentido descendente foram: laranja (51,80% para 1,62%), minério de ferro (2,80% para -2,90%) e minério de cobre (16,02% para -13,17%). Em sentido oposto, vale mencionar: soja (em grão) (-10,62% para -5,93%), leite in natura (3,79% para 8,39%) e milho (em grão) (-5,21% para -0,21%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de variação de 0,86%, acima da apurada no mês de fevereiro, de 0,68%. Três das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (1,16% para 2,60%), classe de despesa em que se destacam os itens: hortaliças e legumes (4,55% para 12,72%), laticínios (1,48% para 3,55%) e carnes bovinas (-1,08% para 0,53%).

Também apresentaram aceleração os grupos: Vestuário (-0,62% para -0,19%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,02% para 0,20%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: roupas (-1,28% para -0,44%) e passagem aérea (-11,07% para -2,07%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: Transportes (1,74% para -0,16%), Despesas Diversas (0,37% para 0,17%), Habitação (0,33% para 0,26%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,43% para 0,39%). Nestas classes de despesa, merecem destaque os itens: tarifa de ônibus urbano (2,50% para 0,33%), mensalidade para TV por assinatura (1,06% para -0,09%), empregados domésticos mensalistas (2,66% para 0,72%) e dentista (1,29% para 0,70%), respectivamente.

O núcleo do IPC registrou variação de 0,42%, em março. Em fevereiro, a taxa foi de 0,41%. Dos 87 itens componentes do IPC, 50 foram excluídos para o cálculo do núcleo. Destes, 23 registraram variações acima de 0,75%, linha de corte superior, e 27 apresentaram taxas abaixo de 0,17%, linha de corte inferior. Em março, o índice de dispersão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 61,62%, ante 58,99%, em fevereiro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em março, taxa de variação de 0,75%, acima do resultado do mês anterior, de 0,36%. A taxa de variação do índice que representa a Mão de Obra avançou de 0,21% para 1,05%, enquanto o grupo Serviços evoluiu de 0,59% para 0,67%. Dos três grupos componentes do INCC, apenas Materiais e Equipamentos apresentou desaceleração, tendo a taxa recuado de 0,47%, em fevereiro, para 0,43%, em março.